“Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembleia Nacional Constituinte para instituir um Estado democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, (...) promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte Constituição da República Federativa do Brasil.” (Constituição Federal de 1988)
Este é um trecho do preâmbulo da nossa Constituição Federal de 1988, que abre as portas para as diretrizes de nossa sociedade democrática, a base de toda nossa legislação vigente no país. É algo de que todo e qualquer cidadão brasileiro se orgulha, respeita e abraça fielmente, independente de raça, cor, posição político-filosófico, e credo. Logo percebam a forma que é invocado o nome de Deus como agente protetor, pressupondo que todos os homens necessitam e aceitam tal proteção. Mas dispensamos tal favor!
Na política a religião na figura de Deus é utilizada como objeto de apoio, de carisma, de apadrinhamento e aceitação, ou seja, como é notável o apego da grande maioria dos eleitores a alguma religião, os políticos se utilizam deste artifício para aproximar-se do povo, de tentar se igualar a eles por esta relação de fé.
Quer comprovar isto? Assista algum programa político no horário eleitoral e vamos nos deparar com frases como: “Deus está conosco nesta eleição”, “tenha fé em Deus e de que juntos vamos melhorar a sociedade”, ou o polêmico comentário que circula na internet supostamente dita em uma entrevista pela candidata Dilma, onde diz que “nem mesmo Deus me tira esta vitória”, aliás, teria mesmo ele poder para realizar tal façanha?
Acreditamos que tais atitudes são apelativas e imprudentes, e ainda supõe que declarar-se em frente ao povo com o apoio de Deus fosse motivo de algum respaldo moral, quando o que importa obviamente é a idoneidade política do candidato, seus programas e projetos sociais, e demais propostas.
Então caro eleitor, no próximo dia 31 vote consciente e use simplesmente a razão, pois quem governará por longos 4 anos não será algum Deus munido de sabedoria, e sim um homem (ou mulher) de carne e osso como você e eu.
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