
O que devo fazer? A – Sair com os amigos para assistir um jogo de futebol; B – Ficar em casa assistindo filme com minha esposa. Eis a questão! Observe o fato e as alternativas A e B deste jovem rapaz, onde a escolha de A obterá o resultado X, e a escolha de B terá como resultado Y, ou será que A levará a Y tanto quanto B o levará a X?
Escolhas! Nós as fazemos a cada minuto de nossas vidas, desde quando levantamos e decidimos comer biscoitos ao invés de torradas, usar roupas escuras ao invés de claras, dizer mentiras ao invés de verdades, tudo isso em frações de segundos que mal podemos nos dar conta. Sem nos prender a exemplos tão corriqueiros, logo lhes digo que as escolhas determinam seu futuro, o resultado é que faz a diferença, então assuma, a responsabilidade e decisão é toda sua. E o que seria aquela coisa tão pertinente em nossas vidas chamadas “destino”?
“Deus escreve certo por linhas tortas”, mas quem lhe disse que aceitei ser personagem de sua história? Somos autor e personagem de nossas próprias vidas, com coadjuvantes ao nosso redor que implicam em nossas decisões, logo, em nossos rumos a serem tomados, não existe destino, nada que já foi escrito e antecipado por algo ou alguém, no caso dos religiosos, já sabemos o idealizador de tais façanhas. Se você não conseguiu aquele emprego que tanto almejava, não foi o destino que ditou isso, provavelmente você não estava apto o bastante, o patrão não conseguiu observar suas qualidades, a empresa não tinha condições de contratar mais funcionários, e por aí vão infinitas possibilidades a serem relatadas.
Mas que audácia, posso estar quebrando todo o encanto das coisas. Que crueldade seria em dizer que um belo casal apaixonado não vive feliz hoje por conta do destino, quando na verdade suas vidas se encontraram por meras variáveis. Não estamos acabando com a magia do amor, e sim com falsos consolos e falsas prerrogativas de como tudo acontece. O casal se conheceu porque no sábado à noite o rapaz resolveu ir ao shopping e não na boate; porque gosta de ouvir Beatles e não Iron Maiden; porque odeia pizza, mas adora refrigerante; se sente estranho em lugares barulhentos, mas confortável em lugares calmos; e que coincidência, eles se conheceram em uma loja de discos no shopping quando por acidente o rapaz derramou refrigerante na blusa da moça que correu envergonhada para um lugar escondido e calmo, que, diga-se de passagem, um local perfeito para se desculpar e conversar com a garota. Parece tão extraordinário como as coisas se encaixam que somos tentados a recorrer ao destino, mas não foi isso, tanto que se o rapaz tivesse feito escolhas diferentes (que provavelmente podia ter feito por motivos mínimos), tudo seria contado de outra forma, teria encontrado talvez uma outra paixão em sua vida.
O ceticismo é visto como algo assombroso e repugnante, mas neste caso nos liberta de algo tolo em nossas vidas, nos faz entender como estamos entregues ao acaso, mas não lidamos com isso como algo ruim, e sim como um fato que gera expectativas, curiosidades, anseios, pois tudo nos pode acontecer, sem necessidade de medo pelo o que está por vir. É muito infantil acreditar que tudo está escrito em um caderninho com hora e local marcado para acontecer, que tudo que pensamos, decidimos, já está previsto, e até mesmo quando depois de decidido mudamos novamente de ideia, acreditar que isso também já foi previsto. O mais curioso é imaginar quem supostamente escreveria tudo isso, talvez forças sobrenaturais preocupados com as vontades e decisões dos bilhões de pessoas existentes no mundo.
Tome cuidado com os vigaristas de terno e um sorriso estampado no rosto, pois eles lhe contarão sobre como seus sofrimentos e aflições são resultados do destino, que você não poderá fazer nada a respeito disso, já que foi arbitrado por algo maior que você. Agora pense no que acha melhor, acomodar-se aceitando tudo isso ou ser dono de sua própria vida.
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Escolhas! Nós as fazemos a cada minuto de nossas vidas, desde quando levantamos e decidimos comer biscoitos ao invés de torradas, usar roupas escuras ao invés de claras, dizer mentiras ao invés de verdades, tudo isso em frações de segundos que mal podemos nos dar conta. Sem nos prender a exemplos tão corriqueiros, logo lhes digo que as escolhas determinam seu futuro, o resultado é que faz a diferença, então assuma, a responsabilidade e decisão é toda sua. E o que seria aquela coisa tão pertinente em nossas vidas chamadas “destino”?
“Deus escreve certo por linhas tortas”, mas quem lhe disse que aceitei ser personagem de sua história? Somos autor e personagem de nossas próprias vidas, com coadjuvantes ao nosso redor que implicam em nossas decisões, logo, em nossos rumos a serem tomados, não existe destino, nada que já foi escrito e antecipado por algo ou alguém, no caso dos religiosos, já sabemos o idealizador de tais façanhas. Se você não conseguiu aquele emprego que tanto almejava, não foi o destino que ditou isso, provavelmente você não estava apto o bastante, o patrão não conseguiu observar suas qualidades, a empresa não tinha condições de contratar mais funcionários, e por aí vão infinitas possibilidades a serem relatadas.
Mas que audácia, posso estar quebrando todo o encanto das coisas. Que crueldade seria em dizer que um belo casal apaixonado não vive feliz hoje por conta do destino, quando na verdade suas vidas se encontraram por meras variáveis. Não estamos acabando com a magia do amor, e sim com falsos consolos e falsas prerrogativas de como tudo acontece. O casal se conheceu porque no sábado à noite o rapaz resolveu ir ao shopping e não na boate; porque gosta de ouvir Beatles e não Iron Maiden; porque odeia pizza, mas adora refrigerante; se sente estranho em lugares barulhentos, mas confortável em lugares calmos; e que coincidência, eles se conheceram em uma loja de discos no shopping quando por acidente o rapaz derramou refrigerante na blusa da moça que correu envergonhada para um lugar escondido e calmo, que, diga-se de passagem, um local perfeito para se desculpar e conversar com a garota. Parece tão extraordinário como as coisas se encaixam que somos tentados a recorrer ao destino, mas não foi isso, tanto que se o rapaz tivesse feito escolhas diferentes (que provavelmente podia ter feito por motivos mínimos), tudo seria contado de outra forma, teria encontrado talvez uma outra paixão em sua vida.
O ceticismo é visto como algo assombroso e repugnante, mas neste caso nos liberta de algo tolo em nossas vidas, nos faz entender como estamos entregues ao acaso, mas não lidamos com isso como algo ruim, e sim como um fato que gera expectativas, curiosidades, anseios, pois tudo nos pode acontecer, sem necessidade de medo pelo o que está por vir. É muito infantil acreditar que tudo está escrito em um caderninho com hora e local marcado para acontecer, que tudo que pensamos, decidimos, já está previsto, e até mesmo quando depois de decidido mudamos novamente de ideia, acreditar que isso também já foi previsto. O mais curioso é imaginar quem supostamente escreveria tudo isso, talvez forças sobrenaturais preocupados com as vontades e decisões dos bilhões de pessoas existentes no mundo.
Tome cuidado com os vigaristas de terno e um sorriso estampado no rosto, pois eles lhe contarão sobre como seus sofrimentos e aflições são resultados do destino, que você não poderá fazer nada a respeito disso, já que foi arbitrado por algo maior que você. Agora pense no que acha melhor, acomodar-se aceitando tudo isso ou ser dono de sua própria vida.
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