
Por Ateus do Norte
O termo “naturalista” pode soar de forma ambígua para muitas pessoas. Pode nos remeter àqueles indivíduos que tem alta afinidade pela vida no campo, ou que só comem alimentos orgânicos, e até mesmo aos apresentadores de documentários sobre a natureza selvagem.
Nos séculos XVIII e XIX, naturalista era o estudioso do mundo da natureza. Na maioria das vezes, os naturalistas eram sacerdotes da igreja destinados à vida tranqüila do campo. No entanto, os filósofos usam “naturalista” num sentido bem diferente, como oposto de sobrenaturalismo. Julian Baggini, em “Atheism: A very short introduction”, faz um breve paralelo entre o naturalismo e o comprometimento de um ateu com o mundo natural: “O que a maioria dos ateus acredita é que, embora só haja um tipo de matéria no universo, e é a matéria física, dessa matéria nasce a mente, a beleza, as emoções os valores morais – em suma, a gama completa de fenômenos que enriquecem a vida humana”.
Para Richard Dawkins, ateu é alguém que acredita que não há nada além do mundo natural e físico, nenhuma inteligência sobrenatural vagando por trás do universo observável. Para um ateu os mistérios dos pensamentos e das emoções humanas, por exemplo, emergem de interconexões incrivelmente complexas de entidades físicas dentro do cérebro.
Como o ateísmo se embasa em evidências do mundo empírico, na lógica do pensamento científico, se houver alguma coisa que pareça estar além do mundo natural, conforme o entendemos hoje, esperamos no fim ser capazes de entendê-la e adotá-la dentro da natureza. Um ateu não atribui tais lacunas empíricas a entidades ou forças sobrenaturais. O que há é somente uma falta de explicação lógica e racional no momento.
Sobre a crença religiosa José Saramago afirma: “os deuses, acho eu, só existem no cérebro humano, prosperam ou definham dentro do mesmo universo que os inventou, mas o ‘fator deus’, esse, está presente na vida como se efetivamente fosse o dono e o senhor dela”. No entanto, mesmo com a idéia de Deus coexistir apenas na cabeça dos seres humanos, não rabisca se quer o fato dela influenciar constantemente o mundo real, onde fanáticos religiosos agem sem escrúpulos ocasionando caos na sociedade, isso sempre em nome do seu “comandante divino”.
Apesar de tantas evidências a Igreja sempre faz uma oposição feroz a ciência e seu posicionamento em relação à crença divina. Thomas H. Huxley diz que “O maior pecado contra a mente humana é acreditar em coisas sem evidências. A ciência é somente o suprassumo do bom-senso - isto é, rigidamente precisa em sua observação e inimiga da lógica falaciosa”. Portanto, para os ateus a fé não é suficientemente necessária para explicar as indagações da vida e do universo, sendo preciso algo mais concreto e observável para obter tais respostas.
Após um breve e sucinto apanhado sobre o ateísmo, encerramos com uma frase descontraída e instigante, porém com um forte posicionamento. “Somos ateus até que nos provem o contrário!”.
Leia mais sobre ateísmo e agnosticismo em:
Deus, um Delírio (Richard Dawkins)
Atheism: A very short introduction (Julian Baggini)
O Evangelho Segundo Jesus Cristo (José Saramago)
A Luz da Igreja e a Luz da Ciência (Thomas H. Huxley)
O termo “naturalista” pode soar de forma ambígua para muitas pessoas. Pode nos remeter àqueles indivíduos que tem alta afinidade pela vida no campo, ou que só comem alimentos orgânicos, e até mesmo aos apresentadores de documentários sobre a natureza selvagem.
Nos séculos XVIII e XIX, naturalista era o estudioso do mundo da natureza. Na maioria das vezes, os naturalistas eram sacerdotes da igreja destinados à vida tranqüila do campo. No entanto, os filósofos usam “naturalista” num sentido bem diferente, como oposto de sobrenaturalismo. Julian Baggini, em “Atheism: A very short introduction”, faz um breve paralelo entre o naturalismo e o comprometimento de um ateu com o mundo natural: “O que a maioria dos ateus acredita é que, embora só haja um tipo de matéria no universo, e é a matéria física, dessa matéria nasce a mente, a beleza, as emoções os valores morais – em suma, a gama completa de fenômenos que enriquecem a vida humana”.
Para Richard Dawkins, ateu é alguém que acredita que não há nada além do mundo natural e físico, nenhuma inteligência sobrenatural vagando por trás do universo observável. Para um ateu os mistérios dos pensamentos e das emoções humanas, por exemplo, emergem de interconexões incrivelmente complexas de entidades físicas dentro do cérebro.
Como o ateísmo se embasa em evidências do mundo empírico, na lógica do pensamento científico, se houver alguma coisa que pareça estar além do mundo natural, conforme o entendemos hoje, esperamos no fim ser capazes de entendê-la e adotá-la dentro da natureza. Um ateu não atribui tais lacunas empíricas a entidades ou forças sobrenaturais. O que há é somente uma falta de explicação lógica e racional no momento.
Sobre a crença religiosa José Saramago afirma: “os deuses, acho eu, só existem no cérebro humano, prosperam ou definham dentro do mesmo universo que os inventou, mas o ‘fator deus’, esse, está presente na vida como se efetivamente fosse o dono e o senhor dela”. No entanto, mesmo com a idéia de Deus coexistir apenas na cabeça dos seres humanos, não rabisca se quer o fato dela influenciar constantemente o mundo real, onde fanáticos religiosos agem sem escrúpulos ocasionando caos na sociedade, isso sempre em nome do seu “comandante divino”.
Apesar de tantas evidências a Igreja sempre faz uma oposição feroz a ciência e seu posicionamento em relação à crença divina. Thomas H. Huxley diz que “O maior pecado contra a mente humana é acreditar em coisas sem evidências. A ciência é somente o suprassumo do bom-senso - isto é, rigidamente precisa em sua observação e inimiga da lógica falaciosa”. Portanto, para os ateus a fé não é suficientemente necessária para explicar as indagações da vida e do universo, sendo preciso algo mais concreto e observável para obter tais respostas.
Após um breve e sucinto apanhado sobre o ateísmo, encerramos com uma frase descontraída e instigante, porém com um forte posicionamento. “Somos ateus até que nos provem o contrário!”.
Leia mais sobre ateísmo e agnosticismo em:
Deus, um Delírio (Richard Dawkins)
Atheism: A very short introduction (Julian Baggini)
O Evangelho Segundo Jesus Cristo (José Saramago)
A Luz da Igreja e a Luz da Ciência (Thomas H. Huxley)
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